quinta-feira, 12 de março de 2009

Inalantes


Os Inalantes são substâncias químicas voláteis, com aos efeitos semelhantes anestésicos, os quais diminuem as funções orgânicas. São psicoactivos, uma vez inalados, chegam aos pulmões, e posteriormente à corrente sanguínea, as suas substâncias químicas atingem o cérebro em segundos, ocasionando perturbações visuais e auditivas, excitação, sensação de euforia, e alucinações.

Efeitos

Geralmente os efeitos dos inalantes, duram por alguns minutos, porém quando o produto é inalado repetidas vezes o seu efeito prolonga-se por muitas horas, e então notam-se sintomas agudos do abuso.Inicialmente o usuário pode sentir um efeito estimulante, mas em inalações subsequentes pode ocorrer uma desinibição, falta de coordenação, tonturas, desorientação, fraqueza muscular, descontrole levando-o até a perda da consciência, e em casos mais graves, coma podendo ocasionar a morte.

Consequências do uso

Os inalantes são produtos altamente tóxicos e podem induzir directamente à morte dentro de poucos minutos em uma única sessão de uso prolongado por: paragem cardíaca e distúrbios do ritmo cardíaco ou sufocação, no caso de deslocamento de oxigénio dos pulmões.A sua inalação repetida poderá reduzir o fluxo de oxigénio para o cérebro provocando a destruição de neurónios, levando à perda de reflexos, problemas de memória e de concentração.Partindo-se para o uso crónico de solventes podem ocorrer graves prejuízos aos rins e fígado, alterando a capacidade de funcionamento desses órgãos, consequentemente, tornando o organismo mais indefeso contra toxinas, produtos do metabolismo e contra o próprio inalante. Podemos observar nos usuários de inalantes uma fadiga constante que é originária do uso, e indica danos à medula óssea, onde ocorre uma produção irregular e insuficiente de eritrócitos (células vermelhas do sangue periférico).

Esteróides Anabolizantes


Os esteróides anabolizantes, mais conhecidos apenas com o nome de anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino Testosterona fabricado pelos testículos. Os anabolizantes possuem vários usos clínicos, nos quais sua função principal é a reposição da testosterona nos casos em que, por algum motivo patológico, tenha ocorrido um défice.

Além desse uso médico, eles têm a propriedade de aumentar os músculos e por esse motivo são muito procurados por atletas ou pessoas que querem melhorar a performance e a aparência física. Segundo especialistas, o problema do abuso dessas drogas não está com o atleta consagrado, mas com aquela "pessoa pequena que é infeliz em ser pequena". Esse uso estético não é médico, portanto é ilegal e ainda acarreta problemas à saúde.

Os esteróides anabolizantes podem ser tomados na forma de comprimidos ou injeções e seu uso ilícito pode levar o usuário a utilizar centenas de doses a mais do que aquela recomendada pelo médico. Elas demoram entre 6 a 12 semanas a passar o efeito.


Efeitos adversos


Alguns dos principais efeitos do abuso dos esteróides anabolizantes são: tremores, acne severa, retenção de líquidos, dores nas juntas, aumento da pressão sanguínea, DHL baixo (a forma boa do colesterol), icterícia e tumores no fígado. Além desses, aqueles que se injetam ainda correm o perigo de compartilhar seringas e contaminar-se com o vírus da Sida ou Hepatite.


Além dos efeitos mencionados, outros também graves podem ocorrer

No homem: os testículos diminuem de tamanho, a contagem de espermatozóides é reduzida, impotência, infertilidade, calvície, desenvolvimento de mamas, dificuldade ou dor para urinar e aumento da próstata.

Na mulher: crescimento de pêlos faciais, alterações ou ausência de ciclo menstrual, aumento do clitóris, voz grossa, diminuição de seios.

No adolescente: maturação esquelética prematura, puberdade acelerada levando a um crescimento raquítico.


O abuso de anabolizantes pode causar ainda uma variação de humor incluindo agressividade e raiva incontroláveis que podem levar a episódios violentos. Esses efeitos são associados ao número de doses semanais utilizadas pelos usuários.

PCP/Fenciclidina

Nomes de Rua: Peace Pill, Pó de Anjo, Angel Dust

Apresentação:
- Tem uma acção alucinogénea e apresenta-se sob a forma de pó branco cristalino com sabor amargo, cápsulas ou líquido amarelado. Pode ser fumado, inalado, ingerido ou injectado. Provoca anestesia dissociativa, isto é, deprime os centros nervosos responsáveis pela dor e impede que a percepção corporal chegue às funções cerebrais.

Origem:
- O PCP ou Fenciclidina foi sintetizado pelos laboratórios Parke & Davis em 1959, sendo depois comercializado como agente anestésico para uso humano e veterinário.

Efeitos:
- Os seus efeitos duram entre 2 e 48 horas e podem traduzir-se por dissociação psicofísica, distorção das mensagens sensoriais, desinibição, sensação de flutuar no espaço, desaparecimento de dores, alucinações, agitação, euforia, sensação de força, poder e invulnerabilidade. A nível físico, pode ocorrer descoordenação muscular, taquicardia, depressão cardiovascular e respiratória.
Doses elevadas podem provocar náuseas, vómito, visão turva, movimentos oculares involuntários, perda de equilíbrio, convulsões, perda de peso, alterações neurológicas e cardiovasculares perigosas, coma, depressão cardiovascular e respiratória ou morte.

Riscos:
- O Consumo prolongado poderá originar depressão crónica, estupor, psicose, dificuldades de linguagem, lapsos de memória ou desordens psicomotoras.
Ganhou a reputação de droga perigosa devido aos episódios de comportamentos violentos e agressivos associados ao consumo. Quando os sujeitos estão sob o efeito da Fenciclidina sentem-se mais fortes e têm alguns limites a nível de contenção.

In: http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=pcp

Ansiolíticos


São os tranquilizantes e relaxantes, e reduzem o estado de alerta.

São medicamentos quando receitadas e acompanhadas por médicos.

Viram drogas ao serem utilizadas por conta própria.

Também ativam o Circuito de Recompensa, liberando mais dopamina, o que reforça o consumo. Portanto, viciam.
Efeitos:

Diminuição de ansiedade

Indução de sono

Relaxamento muscular

Redução do estado de alerta

Ketamina

Foi produzida 1965 pelos laboratórios Parke & Davis como um anestésico para uso humano (cirurgias) e, principalmente, veterinário. Foi utilizada no Vietnam para diminuir a dor dos feridos.
Começou a ter funções recreativas nos anos 70, muito associado à cultura Gay, sendo depois integrada nos contextos de festas rave.
A ketamina, cujos efeitos duram cerca de uma hora, pode produzir sensações de não pertença ao corpo, formigamento, alucinações profundas, visão em túnel, dificuldade em controlar movimentos e sentimentos, distorção do sentido de tempo e de identidade, sensação de distorção do corpo, experiência próxima da morte (a sensação de caminhar num túnel em direcção a uma luz brilhante), sensação de sufocar, amnésia ou delírio. Para além disso, podem ainda ocorrer vómitos, náusea, diarreia, baixa de temperatura, deterioração da função motora, coma e problemas respiratórios potencialmente mortais.
Pode provocar problemas físicos e mentais profundos, incluindo delírio, amnésia, deterioração da função motora e problemas respiratórios potencialmente mortais.

In: http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=ketamina

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mescalina


Apresentação

A mescalina é um alucinogéneo forte extraído do cacto Peyote (Lophophora Williamsii). Apresenta-se sob a forma de pó branco, que é geralmente consumido por via oral (mastigado ou por infusão) ou, ocasionalmente, injectado.
Esta substância tem propriedades antibióticas e analgésicas. Instala-se em receptores cerebrais provocando alterações de consciência e percepção, principalmente a nível visual.


Origem

O Peyote, cacto de onde é extraída a mescalina e que se desenvolve nas zonas desérticas do norte do México, era uma planta sagrada para os Huichols mexicanos. Era usada em rituais pelos chamanes de várias tribos na época pré-hispânica, contudo a conquista e a coversão ao catolicismo limitou o seu uso a sectores marginais de Huicholes e Yakis.


Efeitos

A mescalina tem efeitos psicadélicos semelhantes aos do LSD mas menos intensos. Pode provocar a intensificação da percepção, sinestesias, distorções da imagem corporal e da percepção do espaço e do tempo, alucinações, intensificação e instabilidade emocional, aumento da capacidade sugestiva, sintomas de despersonalização e ideias paranóides. Estes efeitos podem ser acompanhados de tremores, taquicardia, hipertensão, hipertermia, transpiração, visão enevoada e dilatação da pupila.
Esta substância alcança a sua concentração máxima no Sistema Nervoso 30 a 120 minutos após o seu consumo e os seus efeitos podem durar até 10 horas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Morfina


A Morfina é um fármaco narcótico do grupo dos opióides, que é usado no tratamento sintomático da dor. Ela está presente no ópio.


Usos Clínicos
Dor crônica: é a primeira escolha no tratamento da dor crónica pós-operativa, no cancro e outras situações. Tem vindo a ser substituida como primeira escolha pelo fentanil.


Dor aguda forte: em trauma, dor de cabeça (cefaleia), ou no parto. Não se devem usar nas cólicas biliares (lítiase biliar ou pedra na vesícula) porque provocam espasmos que podem aumentar ainda mais a dor. Não é primeira escolha na dor inflamatória (são usados AINEs).


Efeitos clinicamente úteis


Analgesia central com supressão de ambas dor física e emocional. Sedação na anestesia.

Efeitos Adversos

Comuns:

Euforia pode conduzir à dependência. Não é significativa nos doentes com dores de grande intensidade.


Sedação


Miose: constrição da pupila do olho


Depressão respiratória: em overdose constitui a principal causa de morte. Há alguma diminuição da respiração mesmo em doses terapêuticas.


Supressão da tosse: pode ser perigosa se houver infecções pulmonares.


Rigidez muscular.


Vasodilatação com calores na pele.


Prurido cutâneo.


Ansiedade, alucinações, pesadelos.


Vómitos por activação da zona postrema medular centro emético neuronal.

-Incomuns:

Libertação de hormona prolactina com possivel ginecomastia (crescimento das mamas) nos homens e galactorreia (secreção de leite) nas mulheres.


Prolongamento do parto.


Redução da função renal.

Principalmente a muitos estudos sobre alguém que está com câncer está também usando morfina.